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DATA DA PUBLICAÇÃO 11/05/2018 | Cidade
Câmara de Mauá pensa em Alaíde
 Câmara de Mauá pensa em Alaíde
Possibilidade de dar posse à vice ainda é debatida informalmente; vereadores esperam pela Justiça

Completado ontem o segundo dia da detenção do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), vereadores já olham com preocupação a vacância da cadeira política mais importante da cidade. O Diário apurou que, entre os diversos desfechos analisados pela Câmara, dar posse à vice-prefeita Alaíde Damo (MDB) está no horizonte.

O cenário ainda é debatido com cautela e informalmente. Como Atila tem apoio da maioria dos parlamentares, por ora, não há movimento explícito de pedido de cassação do mandato por parte dos atuais vereadores. O que se sabe é que a possível posse de Alaíde seria apenas temporária, para cumprir o que determina a Constituição Federal e a própria LOM (Lei Orgânica do Município), que estabelecem a substituição em caso de vacância do cargo, seguindo a linha sucessória. Eventual afastamento, acreditam, teria de ocorrer por decisão judicial e só no caso de a prisão de Atila se estender por mais tempo.

Vereadores de oposição ainda evitam falar publicamente sobre a possibilidade de Atila ser substituído. Pesa ainda a favor do prefeito o fato de o próprio pai, o vereador Admir Jacomussi (PRP), presidir o Legislativo. Parlamentares governistas ouvidos pelo Diário ainda aguardam algum posicionamento por parte de Jacó, como é conhecido.

Seria a primeira vez em que Alaíde assumiria o Paço mauaense desde que a gestão começou, em janeiro de 2017. Além disso, sua posse representaria peso simbólico, já que alçaria novamente o clã Damo ao pleno comando do Paço de Mauá depois de praticamente dez anos longe do governo. Marido de Alaíde, o ex-prefeito Leonel Damo (sem partido) governou o município por duas ocasiões, tendo encerrado seu último mandato em 2008, sem conseguir eleger o sucessor. A filha do casal, a ex-deputada estadual e atual secretária de Relações Institucionais, Vanessa Damo (MDB), até que tentou, nas eleições de 2012, se eleger prefeita. Foi derrotada no segundo turno por Donisete Braga (ex-PT, hoje Pros) que, por sua vez, perdeu a reeleição para Atila quatro anos mais tarde.

Vereador por dois mandatos (2005-2008 e 2009-2012), Atila exerceu metade do mandato de deputado estadual (2015 a 2016), quando renunciou à cadeira na Assembleia Legislativa para assumir o Paço. Venceu um dos pleitos mais tensos da história recente da cidade, com quase 70% dos votos (112.788 adesões).

O curioso é que, desde o início do governo, Alaíde não é vista em eventos oficiais da administração e já admitiu ao Diário que não despacha na Prefeitura porque o cargo de vice-prefeita é “de expectativa”. O Diário tentou contato com a emedebista, mas não obteve sucesso. Jacó também não atendeu às ligações.

O último impasse envolvendo a cadeira de prefeito de Mauá ocorreu em 2005, quando o então presidente da Câmara, Diniz Lopes (PSB), assumiu o Paço depois que o vencedor do pleito no primeiro turno, Márcio Chaves (ex-PT, hoje PSD), teve candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral – após 11 meses de imbróglio judicial, foi justamente Leonel Damo, segundo colocado no páreo, quem herdou a vaga.

Atila e o secretário João Gaspar (PCdoB, Governo), foram presos, na quarta-feira, por suspeita de lavagem de dinheiro, pela PF (Polícia Federal), no âmbito da Operação Prato Feito, após a polícia encontrar na casa da dupla, ao todo, cerca de R$ 645 mil, em dinheiro vivo.

Moradores demonstram preocupação com o episódio

Marília Montich

Um dia após a detenção do prefeito de Mauá, munícipes demonstraram preocupação com os rumos da cidade, principalmente por conta da incerteza em relação ao comando do Paço – não houve sinalização do governo sobre afastamento temporário ou licença.

“Se essa denúncia for comprovada, vai ser um baque para Mauá. Dá medo do futuro. Dói pensar que os políticos estão no poder para colocar ordem e muitas vezes não fazem isso”, disse a cuidadora de idosos Andreia Martins, 38 anos.

Para Amanda Lemes, 30, a possível falta de comando do Paço assusta. “A cidade vai ficar abandonada. Diante de fatos como este ficamos decepcionados. Porém, se as acusações forem comprovadas, ele tem de ser julgado.”

A temática em torno das investigações sobre merenda é motivo de revolta para boa parte dos moradores. “Tem criança que só come na escola. Quando se tira uma coisas dessas fica bem complicado”, alegou o ajudante geral Felype Pedrosa, 17. “Mexer com comida de criança é demais. Já tivemos um ex-prefeito (Donisete Braga, hoje no Pros) envolvido em escândalo de merenda, o famoso caso das almôndegas. É lamentável. De onde der para tirar dinheiro, eles tiram”, lembrou o comerciante Reginaldo Feitosa, 43, que ressaltou, contudo, que as provas devem ser contundentes para que a Justiça seja feita.

Na Prefeitura, o clima era de tranquilidade ontem. Os serviços eram realizados normalmente e não havia nenhum tipo de movimentação por parte da polícia nos arredores.

Por Júnior Carvalho - Diário do Grande ABC
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