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DATA DA PUBLICAÇÃO 06/03/2018 | Cidade
Escola estadual funciona sem água desde outubro
Escola estadual funciona sem água desde outubro Foto: Google Maps
Foto: Google Maps
Alunos são obrigados a levar garrafas de casa para beber e evitam utilizar os banheiros

A comunidade escolar da EE Jardim Oratório, em Mauá, enfrenta falta de água desde outubro do ano passado. O problema, que começou com vazamentos ocasionais, se agravou duas semanas atrás, quando um cano rompeu, obrigando a administração escolar a fechar o registro para evitar grandes desperdícios de água. Com o abastecimento cortado, os alunos chegaram a passar sede e começaram a evitar usar os banheiros devido ao mau cheiro que se instalou no prédio.

Obras correcionais devem começar hoje, com orçamento de quase R$ 40 mil, aprovado pela Secretaria do Estado da Educação.

O aluno do 9º ano do Ensino Fundamental Yuri Nicolas Barros, 14 anos, conta que ele e os colegas criaram o hábito de levar garrafinhas com água para beber, já que os bebedouros estão secos. “Às vezes tem galões de água para beber, mas só no intervalo. Para o resto do dia a gente tem que trazer garrafinha”, conta o garoto.

Outra dificuldades dos estudantes é utilizar os banheiros que, com a falta de água, permanecem mais tempo sujos. Segundo a também aluna do 9º ano Jennifer Ramos, 14, a ida ao sanitário só é realizada em casos de extrema necessidade. “Não tem descarga, não dá para lavar a mão e fica um cheiro horrível de urina (no local). Tem dias em que a gente sente o cheiro na sala (de aula)”, desabafa a garota.

Deparados com a situação precária, alguns adolescentes optam por esperar até o fim das aulas para usar o sanitário de suas casas. “Não uso o banheiro daqui, espero chegar em casa. Se eu tiver uma emergência acho que até invento uma doença para voltar para casa. Aqui eu não vou”, revela a aluna do 8º ano Daniela Souza, 13.

Ciente do problema, a Secretaria do Estado da Educação aguardava aprovação de orçamento, avaliado em R$ 39.106, para seguir com o conserto, que está previsto para começar hoje, mas sem previsão de conclusão.

O preço inicial informado pela diretoria das escola para arrumar o cano rachado tinha ficado em torno de R$ 10 mil, porém, segundo representante da secretaria, o reparo não consiste em um simples cano. Para que o vazamento seja resolvido, além de conserto so cano danificado, é necessária obra estrutural que envolve reforma da rede elétrica, da sustentação de concreto, da caixa de tubulação, substituição do motor da bomba de água e pintura do prédio.

Por Juliana Stern - Especial para o Diário
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