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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/5/2017 | Cidade
Demitidos da Tupy aceitam acordo; fábrica segue na região
 Demitidos da Tupy aceitam acordo; fábrica segue na região Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
Em assembleia realizada ontem à tarde, no pátio da Fundição Tupy, em Mauá, os trabalhadores demitidos foram favoráveis à proposta feita pela empresa. No entanto, os 500 empregos não foram recuperados.

O acordo inclui o pagamento de três salários nominais aos dispensados, além de seis vales-compras de R$ 1.000 – a serem pagos a partir de julho –, assistência médica até o dia 31 de dezembro e o recebimento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em julho – geralmente, quem é dispensado até a data de negociação do valor recebe a quantia apenas no ano seguinte.

Ainda, a empresa garantiu a permanência da fábrica em Mauá – que voltará a operar na segunda-feria –, com estabilidade para os, aproximadamente, 250 funcionários remanescentes. Porém, a metalúrgica trabalhará apenas com o acabamento dos blocos e cabeçotes para motor de caminhões, que serão confeccionados na sede, em Joinville (Santa Catarina).

Rosenildo José da Silva, 49 anos, trabalhava havia 16 anos na empresa como operador de produção e recebeu o telegrama de demissão na segunda-feira. Quanto à proposta, ele afirma: “Eu preferia estar trabalhando, mas é esse acordo é ‘menos mau’”. “Agora, vou tentar arrumar outro emprego, tem que entregar nas mãos de Deus”, completa.

Em nota, a Fundição Tupy afirma que “tomou conhecimento que os trabalhadores da unidade de Mauá aprovaram proposta pertinente ao ajuste anunciado” e reafirmou que manterá a unidade em operação.

Com o acordo, o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Sivaldo Pereira, o Espirro, afirmou que as vigílias em frente à empresa não serão mais feitas. O acampamento que virou a noite já foi desmontado.

SEQUELAS - Dezenas de funcionários demitidos alegam ter desenvolvido algum tipo de problema de saúde por conta do trabalho na metalúrgica. Entretanto, Espirro explica que, nestes casos, os trabalhadores não tinham o problema comprovado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que paga auxílio-acidente, espécie de indenização mensal, aos operários prejudicados no ambiente de trabalho. O sindicalista garante que, caso o profissional obtenha laudo da instituição, será reintegrado à Tupy.

Por Flavia Kurotori - Especial para o Diário
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