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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/4/2017 | Tecnologia
Brasileiro criador do Instagram comenta alterações no app: ''Ou você muda ou morre''
Em sua 1ª visita a negócios ao Brasil, Mike Krieger diz que usuário pode ganhar mais controle do que quer ou não ver na rede social.

Hoje ele faz transmissão de vídeos ao vivo, tem chat de mensagens e permite enviar imagens que somem em 24 horas, mas, se o Instagram olhasse para trás e resolvesse publicar um #tbt, não poderia ignorar que começou como uma rede social apenas para compartilhar fotos. "Ou você muda ou você morre", resume o brasileiro Mike Krieger, um dos criadores do aplicativo.

Krieger veio ao Brasil, segundo maior mercado para o Instagram, em uma viagem a negócios pela primeira vez desde que criou a rede social ao lado de Kevin Systrom, em 2010.

O brasileiro de 31 anos passou a maior parte de sua vida em São Paulo e se mudou para os EUA em 2004, para estudar em Universidade Stanford. Antes de se envolver no projeto que daria origem ao Instagram, chegou a trabalhar na Meebo e na Microsoft , empresa de mensagens instantâneas. Hoje é casado com uma cientista política, com quem cria dois cachorros bernese.

Além de comentar as várias repaginações pelas quais passou o serviço — algumas das quais o fizeram ser acusado de "importar" trunfos do rival Snapchat —, o executivo também mencionou os planos de uma alteração que, no futuro, poderia mudar novamente o jeito como os usuários se relacionam com o app: criar uma forma de cada um filtrar o que gostaria ou não de ver na rede social.

A jornada de reformulações começou em 2012 após o Instagram, que só tinha 13 funcionários, ser comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão. "Se ficar igual, acho muito difícil ser bem sucedido, porque muda o mercado, muda quem você tá alcançando. Hoje, são 600 milhões de usuários, 80% fora dos Estados Unidos", comenta Krieger, que, como diretor de tecnologia do app, está à frente das novidades que chegam ao serviço.

Depois do Facebook

Segundo Krieger, cada função ganha pelo Instagram reflete algo que os usuários buscavam. "No começo não tinha Direct [sistema de troca de mensagem], e a gente via que as pessoas iam a fotos muito antigas, para não ter muita visibilidade, e começavam a paquerar. Elas estavam pedindo realmente alguma coisa em termos de comunicação mais direta. A gente também via as pessoas criando uma segunda conta para postar só para alguns amigos, que é uma coisa que, com o Story, você pode controlar quem vê."

Só que, segundo Krieger, se, por um lado, as mudanças atenderam quem já era adepto, por outro, dificulta a entrada de neófitos.

"Eu vejo fotos da primeira versão do Instagram e, na hora de mostrá-las para os funcionários que entram, é super fácil de explicar: tem uma câmera só, você posta para o feed", diz. "Se você instalar o Instagram pela primeira vez, a gente não faz um bom trabalhando de explicar: 'aqui é o feed, aqui é o Story'. Em vez disso, a gente trata você como se já usasse há muito tempo."

'Quero like'

Ainda assim, para o executivo, os mais de meio bilhão de membros conseguem lidar bem com as várias modalidades de publicação. Enquanto o feed é o destino de catalizadores de "curtidas" — "As pessoas dizem, 'lá, eu tô me mostrando ao mundo', como quem fala, 'olha, eu fiz isso, quero like'" —, as Stories são o abrigo dos bastidores e o Direct é lar de uma comunicação mais emotiva. "É mais um 'ah, tô pensando em você', e a foto é até menos importante do que o momento".

À frente da área de tecnologia, Krieger vê nascer os novos recursos que chegarão ao Instagram. Ainda trabalha nos códigos da rede social, mas não na mesma intensidade de antes de a empresa ser integrada ao Facebook. "Eu passava praticamente 24 horas programando, mantendo servidores, uma experiência miserável. Não conseguíamos contratar gente, a infraestrutura estava difícil, e o spam estava crescendo."

Hoje, continua trabalhando nos códigos, "mas não por tantas horas". "Tive uma conversa ontem com artistas que disseram não gostar daqueles que, quando têm sucesso, contratam um monte de gente para terceirizar a arte e ficam lá, 'faça isso, faça aquilo'. Sentir a tinta tem seu valor. E, para mim, sentir a programação tem muito valor."

Morte no Instagram

O Instagram não vive, no entanto, apenas de colher "likes". A forma como a rede social e sua dona, o Facebook, lidam com a disseminação de conteúdo violento, agressivo ou baseado em mentiras é alvo constante de críticas. Na semana passada, por exemplo, um jovem morreu ao disparar uma arma enquanto exibia um vídeo ao vivo pelo Instagram. Já o Facebook foi a plataforma escolhida pelo norte-americano Steve Stephen para transmitir um assassinato em tempo real.

Segundo Krieger, o tamanho que a rede social atingiu fez com que uma série de armas tivesse de ser combinada para atacar o problema. "No começo, no primeiro mês, se tinha pessoa chata com comentário abusivo, que era 'troll', a gente apagava, fechava a conta. Tem muito espaço na internet para essa pessoa, mas aqui não é o lugar para ela. Agora, fazer isso com 600 milhões de usuários é uma coisa bem mais complicada." Para evitar transgressões, denúncias dos próprios usuários são aliadas a controles pessoais e um sistema de inteligência artificial.

Como impedir que comentários ofensivos sejam publicados no Instagram:

no seu perfil, clique no ícone das configurações no topo à direita do aplicativo
vá até "comentários"
opte por "ocultar comentários impróprios"
escrevas palavras-chave que farão com que comentários que as contenham sejam ocultados


Usuário no controle

Algumas vezes, porém, falta bom senso à inteligência artificial, que acaba censurando imagens liberadas que são facilmente confundidas com proibidas, como a de mães amamentando. A solução para isso, diz Krieger, é criar formas de o próprio usuário controlar o que quer ver enquanto afrouxa as restrições de publicação.

"Eu acho que, no final, a gente precisa de mais controle para o próprio usuário dizer, 'não, eu não me importo em ver', e outra pessoa dizer, 'não, isso me ofende muito, eu não quero ver', e outra pessoa falar, 'pô, me avisa antes de mostrar, mas talvez eu queira ver'", diz, acrescentando que, por enquanto, isso é uma "coisa para o futuro".

Por Helton Simões Gomes, G1
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